quarta-feira, abril 29, 2009

segunda-feira, abril 27, 2009

A Abóbora e a Bolota

Houve noutro tempo um homem, que passando junto de uma planta rasteira com tão grandes abóboras e vendo uma azinheira formidável comum fruto tão pequeno, se sentou à sombra desta árvore e se pôs a criticar a obra de Deus.
- Se fosse eu - dizia ele - daria a uma azinheira o fruto do tamanho de uma abóbora e à aboboreira o fruto do feitio de uma bolota e de igual tamanho desta. Já se vê que Deus nem tudo fez bem feito.
Cansado da jornada deixou-se adormecer.
Mais tarde acordou o homem no momento em que lhe caía na testa uma bolota. Então ergueu-se à pressa e exclamou:
- Agora já vejo quanto foram errados os meus juízos! Se fosse uma abóbora o fruto desta árvore onde teria eu a cabeça a estas horas! Teria ficado esmigalhado debaixo de tão grande fruto. Nada, nada: tudo o que Deus fez foi muito bem feito.


Ataíde Oliveira, "Contos Tradicionais Portugueses" (adaptado)

terça-feira, abril 21, 2009

Pergunta do dia

Porque é que as rosas não são todas rosas?

Há rosas vermelhas, amarelas, brancas e rosas.
Porque é que cor de rosa é rosa e não amarelo, branco ou vermelho?
Porque é que cor de rosa há-de ser sempre associado a meninas e não a meninos?

sexta-feira, março 20, 2009

Não existem lâmpadas mágicas!

O caos em que se encontrava o apartamento dela não a incomodava. Sempre deu mais importância aos pequenos prazer da vida do que às vassouras e afins. Mas naquele dia, uma súbita vontade de limpar, esfregar e arrumar apoderou-se dela. Era como se a energia que gastava aliviasse a raiva que jorrava de dentro dela. Fazia da vassoura a sua espada para se defender do lixo que temia apoderar-se da sua alma. Esfregava as paredes pensando que, tal como nos contos das mil e uma noites, pudesse sair dali um génio que a pudesse salvar dos males que teimavam em não a largar.
Quando as forças finalmente a abandonaram, deu com ela deitada no frio azulejo. Tinha chegado à conclusão que os pequenos prazeres da vida não se encontravam entre aquelas paredes. Calçou as sapatilhas gastas pelo uso, vestiu o casaco debotado e saiu.


CristinaGuerra

sexta-feira, março 13, 2009

O leão, a lebre e o cágado

A lebre só tinha uma cabra. Sabendo que o leão possuía um bode, propôs a ele que lhe emprestasse o animal por uns tempos para que sua cabra tivesse filhotes. Quando isso ocorreu, a lebre foi devolver o bode ao leão. Entretanto, ele exigiu as crias, alegando que sem o seu bichinho a cabra jamais as teria tido. Como não conseguiram entrar em um acordo, procuraram a ajuda do tribunal dos anciãos. O tribunal deu ganho de causa ao leão, apresentando a mesma justificativa que o vencedor já havia utilizado anteriormente, ou seja: sem o bode a cabra não teria tido filhotes. Todavia, como faltava o cágado, também membro no tribunal dos anciãos, a lebre solicitou que se aguardasse a sua chegada, com o que todos concordaram, por questão de justiça. Após um dia inteiro de espera, chega o cágado. O leão, furioso, perguntou a razão para tanto atraso, ao que ele respondeu que sua demora devia-se ao fato de que ele estava assistindo ao parto de seu pai. Todos riram, perguntando onde se viu homem dar à luz. Então, o cágado perguntou se não disso, afinal, que se tratava. Imediatamente, os anciãos mudaram de posicionamento, dando ganho de causa à lebre, pois compreenderam que, já que é a mulher quem dá à luz, a ela os filhos pertencem.

CONTO POPULAR DA ANGOLA


Texto retirado do site http://pt.shvoong.com/

quarta-feira, março 11, 2009

Ó p'ra mim de volta!!

Há quanto tempo!!
Nem sei bem porque é que me afastei do meu blog...
Uma das razões é o facto da minha máquina fotográfica ter dado os seus últimos suspiros. E custa-me "roubar" imagens que não são minhas... Um blog sem imagens fica incompleto, a meu ver.
Mas mesmo assim decidi escrever o que me vai na alma e deixo azo à vossa imaginação para ilustrarem mentalmente o que aqui lerem.
Vamos lá então ver o que me vai na alma...
...
...
...
...
humm
...
...

... nada.
O problema hoje é mesmo esse... sinto-me vazia, incompleta, tenho a sensação de que me falta algo. Mas o quê?
O sabor da minha alma tem um ligeiro travo de tristeza. Não compreendo. Não sei de onde surgiu este odor de solidão que se apoderou de mim hoje. Aguardo ansiosamente o toque da alegria que normalmente me inunda. Por mais que ponha os meus sentidos à prova só consigo sentir o calor do sol que hoje brilha intensamente.
Vou então escutar os conselhos que a noite me trará e amnhã, certamente, será um melhor dia!

segunda-feira, setembro 22, 2008

O mar





Nazaré



Peniche


Peniche


Nazaré

VOZES DO MAR

Quando o sol vai caindo sobre as águas

Num nervoso delíquio d'oiro intenso,

Donde vem essa voz cheia de mágoas

Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas

De cavaleiros errantes ao luar?

Falas de caravelas encantadas

Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias? Tens anseios

D'amarguras? Tu tens também receios,

Ó mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?......

Talvez a voz do Portugal antigo,

Chamando por Camões numa saudade!

Florbela Espanca

sexta-feira, setembro 12, 2008

Óbidos

Em julho estive, pela primeira vez, numa feira medieval. Adorei. Aqueles trajes de antigamente, as danças de outrora, até o facto de não haver talheres para comer tudo é maravilhoso.
Óbidos é sem dúvida o lugar ideal para esse tipo de evento. (E o pôr do sol é lindíssimo)











segunda-feira, setembro 01, 2008

Não fugi... ainda aqui ando !



Após 2 mêses sem passar por cá, aqui estou de volta!
Tive uma semaninha de férias, férias essas que passei sozinha na Nazaré. Foi uma seca do caraças mas deu para descansar!

segunda-feira, junho 30, 2008

Gospel with no lord - Camille



Mais uma artista francesa mas com uma sonoridade completamente diferente da que vos mostrei no post anterior.
... e desta vez é cantado em inglês...

No fim do vídeo aparecem outros que vos aconselho a ver/ouvir.