Tenta sempre arranjar companhia para sair, não gosta de estar sozinha. Gosta de companhia de momentos, gosta que lhe liguem, que a convidem para qualquer tipo de actividade. A única coisa que ela defende, é o seu espaço. Gosta de fazer o que quer quando quer e não se deixa levar por falinhas mansas. Não suporta lamechices.
Há quem diga que ela é má, há quem diga que ela é fria. Mas o que é certo, é que ainda não apareceu quem conseguisse derreter o seu coração de pedra. Enquanto esse dia e essa pessoa não chegarem, ela vai continuar assim... a zelar pelo seu espaço, o bem mais valioso que ela possui!
quinta-feira, maio 07, 2009
quarta-feira, abril 29, 2009
segunda-feira, abril 27, 2009
A Abóbora e a Bolota
Houve noutro tempo um homem, que passando junto de uma planta rasteira com tão grandes abóboras e vendo uma azinheira formidável comum fruto tão pequeno, se sentou à sombra desta árvore e se pôs a criticar a obra de Deus.
- Se fosse eu - dizia ele - daria a uma azinheira o fruto do tamanho de uma abóbora e à aboboreira o fruto do feitio de uma bolota e de igual tamanho desta. Já se vê que Deus nem tudo fez bem feito.
Cansado da jornada deixou-se adormecer.
Mais tarde acordou o homem no momento em que lhe caía na testa uma bolota. Então ergueu-se à pressa e exclamou:
- Agora já vejo quanto foram errados os meus juízos! Se fosse uma abóbora o fruto desta árvore onde teria eu a cabeça a estas horas! Teria ficado esmigalhado debaixo de tão grande fruto. Nada, nada: tudo o que Deus fez foi muito bem feito.
Ataíde Oliveira, "Contos Tradicionais Portugueses" (adaptado)
- Se fosse eu - dizia ele - daria a uma azinheira o fruto do tamanho de uma abóbora e à aboboreira o fruto do feitio de uma bolota e de igual tamanho desta. Já se vê que Deus nem tudo fez bem feito.
Cansado da jornada deixou-se adormecer.
Mais tarde acordou o homem no momento em que lhe caía na testa uma bolota. Então ergueu-se à pressa e exclamou:
- Agora já vejo quanto foram errados os meus juízos! Se fosse uma abóbora o fruto desta árvore onde teria eu a cabeça a estas horas! Teria ficado esmigalhado debaixo de tão grande fruto. Nada, nada: tudo o que Deus fez foi muito bem feito.
Ataíde Oliveira, "Contos Tradicionais Portugueses" (adaptado)
terça-feira, abril 21, 2009
Pergunta do dia
Porque é que as rosas não são todas rosas?
Há rosas vermelhas, amarelas, brancas e rosas.
Porque é que cor de rosa é rosa e não amarelo, branco ou vermelho?
Porque é que cor de rosa há-de ser sempre associado a meninas e não a meninos?
Há rosas vermelhas, amarelas, brancas e rosas.
Porque é que cor de rosa é rosa e não amarelo, branco ou vermelho?
Porque é que cor de rosa há-de ser sempre associado a meninas e não a meninos?
sexta-feira, março 20, 2009
Não existem lâmpadas mágicas!
O caos em que se encontrava o apartamento dela não a incomodava. Sempre deu mais importância aos pequenos prazer da vida do que às vassouras e afins. Mas naquele dia, uma súbita vontade de limpar, esfregar e arrumar apoderou-se dela. Era como se a energia que gastava aliviasse a raiva que jorrava de dentro dela. Fazia da vassoura a sua espada para se defender do lixo que temia apoderar-se da sua alma. Esfregava as paredes pensando que, tal como nos contos das mil e uma noites, pudesse sair dali um génio que a pudesse salvar dos males que teimavam em não a largar.
Quando as forças finalmente a abandonaram, deu com ela deitada no frio azulejo. Tinha chegado à conclusão que os pequenos prazeres da vida não se encontravam entre aquelas paredes. Calçou as sapatilhas gastas pelo uso, vestiu o casaco debotado e saiu.
CristinaGuerra
Quando as forças finalmente a abandonaram, deu com ela deitada no frio azulejo. Tinha chegado à conclusão que os pequenos prazeres da vida não se encontravam entre aquelas paredes. Calçou as sapatilhas gastas pelo uso, vestiu o casaco debotado e saiu.
CristinaGuerra
sexta-feira, março 13, 2009
O leão, a lebre e o cágado
A lebre só tinha uma cabra. Sabendo que o leão possuía um bode, propôs a ele que lhe emprestasse o animal por uns tempos para que sua cabra tivesse filhotes. Quando isso ocorreu, a lebre foi devolver o bode ao leão. Entretanto, ele exigiu as crias, alegando que sem o seu bichinho a cabra jamais as teria tido. Como não conseguiram entrar em um acordo, procuraram a ajuda do tribunal dos anciãos. O tribunal deu ganho de causa ao leão, apresentando a mesma justificativa que o vencedor já havia utilizado anteriormente, ou seja: sem o bode a cabra não teria tido filhotes. Todavia, como faltava o cágado, também membro no tribunal dos anciãos, a lebre solicitou que se aguardasse a sua chegada, com o que todos concordaram, por questão de justiça. Após um dia inteiro de espera, chega o cágado. O leão, furioso, perguntou a razão para tanto atraso, ao que ele respondeu que sua demora devia-se ao fato de que ele estava assistindo ao parto de seu pai. Todos riram, perguntando onde se viu homem dar à luz. Então, o cágado perguntou se não disso, afinal, que se tratava. Imediatamente, os anciãos mudaram de posicionamento, dando ganho de causa à lebre, pois compreenderam que, já que é a mulher quem dá à luz, a ela os filhos pertencem.
CONTO POPULAR DA ANGOLA
Texto retirado do site http://pt.shvoong.com/
CONTO POPULAR DA ANGOLA
Texto retirado do site http://pt.shvoong.com/
quarta-feira, março 11, 2009
Ó p'ra mim de volta!!
Há quanto tempo!!
Nem sei bem porque é que me afastei do meu blog...
Uma das razões é o facto da minha máquina fotográfica ter dado os seus últimos suspiros. E custa-me "roubar" imagens que não são minhas... Um blog sem imagens fica incompleto, a meu ver.
Mas mesmo assim decidi escrever o que me vai na alma e deixo azo à vossa imaginação para ilustrarem mentalmente o que aqui lerem.
Vamos lá então ver o que me vai na alma...
...
...
...
...
humm
...
...
... nada.
O problema hoje é mesmo esse... sinto-me vazia, incompleta, tenho a sensação de que me falta algo. Mas o quê?
O sabor da minha alma tem um ligeiro travo de tristeza. Não compreendo. Não sei de onde surgiu este odor de solidão que se apoderou de mim hoje. Aguardo ansiosamente o toque da alegria que normalmente me inunda. Por mais que ponha os meus sentidos à prova só consigo sentir o calor do sol que hoje brilha intensamente.
Vou então escutar os conselhos que a noite me trará e amnhã, certamente, será um melhor dia!
Nem sei bem porque é que me afastei do meu blog...
Uma das razões é o facto da minha máquina fotográfica ter dado os seus últimos suspiros. E custa-me "roubar" imagens que não são minhas... Um blog sem imagens fica incompleto, a meu ver.
Mas mesmo assim decidi escrever o que me vai na alma e deixo azo à vossa imaginação para ilustrarem mentalmente o que aqui lerem.
Vamos lá então ver o que me vai na alma...
...
...
...
...
humm
...
...
... nada.
O problema hoje é mesmo esse... sinto-me vazia, incompleta, tenho a sensação de que me falta algo. Mas o quê?
O sabor da minha alma tem um ligeiro travo de tristeza. Não compreendo. Não sei de onde surgiu este odor de solidão que se apoderou de mim hoje. Aguardo ansiosamente o toque da alegria que normalmente me inunda. Por mais que ponha os meus sentidos à prova só consigo sentir o calor do sol que hoje brilha intensamente.
Vou então escutar os conselhos que a noite me trará e amnhã, certamente, será um melhor dia!
segunda-feira, setembro 22, 2008
O mar
Peniche
Peniche
Nazaré
VOZES DO MAR
Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...
Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?
Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!
Donde vem essa voz, ó mar amigo?......
Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!
Florbela Espanca
sexta-feira, setembro 12, 2008
Óbidos
segunda-feira, setembro 01, 2008
Não fugi... ainda aqui ando !
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