Procurou por toda a parte, revirou os móveis, abriu todas as gavetas. Saiu de casa.
Procurou por toda a parte, subiu às árvores, revirou a terra. Entrou no carro.
Procurou por toda a parte, correu as ruelas, percorreu as avenidas. Saiu da cidade.
Procurou por toda a parte, subiu às montanhas, mergulhou nos oceanos. Desistiu!!
Procurou por toda a parte e não encontrou solução nenhuma.
Como é que se resolve um problema quando este não tem solução?
domingo, fevereiro 21, 2010
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Doce Adolescência

Lá vai o tempo:
da adolescência
das festas do pijama
dos cigarros nas traseiras da escola
das cervejas no café ao lado da escola
dos beijos nojentos mas que adoravamos
de falar mal do rapaz que nos derretia o coração
dos diários com cheiro a morango
de meter 10 chiclets na boca ao mesmo tempo
das duvidas
das borbulhas
de escrever na roupa e nas sapatilhas rotas
...
Doce Adolescência
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
A árvore mais alta

Trepou por entre os ramos até chegar ao topo da mais alta árvore da floresta. Carregava às costas uma corda. Desconfortávelmente sentada, observava o horizonte. A paisagem deserta, o silêncio assustador tornavam aquele momento único. Era só ela, a árvore e o luar.
Prendeu uma das pontas da corda ao mais robusto ramo. Da outra ponta, fez um laço que ajustou à volta do pescoço. Estava tudo a postos. Deixou-se ficar a desfrutar daquele derradeiro momento. A partir de agora só havia uma saída. E foi essa única saída que ela tomou.
Levantou os olhos.
Contemplou a estrelas.
Respirou fundo.
Saltou...
quinta-feira, janeiro 21, 2010
As Rosas do meu jardim
terça-feira, janeiro 19, 2010
Verde e Rosa

- Verde e Rosa! Vou pendurar cortinados verde e rosa!
A sala quase vazia precisa vivamente de cor. Começou pelos cortinados. Entre escadotes e varões, entre tecido e madeira, lá conseguiu pendurar os cortinados.
- Mmmm... não sei não..., pensou em ela.
- Acho que vou ter que trocá-los de sitio.
Mas o que é certo é que ela ficou impressionada com o poder das cores. O simples facto de cobrir as janelas com aqueles panos de cores fortes fez daquela sala um sitio alegre!
Levantou o volume do radio e dançou!
segunda-feira, janeiro 11, 2010
domingo, dezembro 06, 2009
Por detrás das persianas

Chegou a casa. Mas a casa fria e vazia provocou nela uma sensação de solidão que há muito não experimentava. Sentou-se na varanda como sempre fazia quando se sentia só. Reparava nas janelas dos prédios em redor e imaginava os cenários por detrás das persianas fechadas.
A velha viúva sentada no sofá, a fazer festas ao gato deitado no seu colo.
A dona de casa que prepara o jantar enquanto os filhos correm à volta da mesa e o marido lê o jornal.
O casal recém-casado que faz amor.
E ela, ali sentada a fumar mais um cigarro e a pensar no que será a vida dela daqui uns anos... o mais certo é continuar sozinha, mas vendo bem as coisas, se calhar é melhor assim.
terça-feira, outubro 06, 2009
O cachecol vermelho

Chegou mais cedo que a hora prevista. Sentou-se na esplanada do café. Já há muito que esperava por este dia. Pediu um café. Tirou um cigarro da carteira, acendeu-o e enquanto mexia o café pensava se esta teria sido uma boa ideia.
Nunca antes tinha marcado um encontro com um desconhecido. Olhou em redor procurando pelo rapaz de cachecol vermelho... nada. E se ele o tivesse tirado e a estivesse a observar? Seria aquele ali de sorriso maravilhoso? Ou aquele com ar de quem não se lava há 10 dias? E se fosse um tarado qualquer? E se fosse um principe encantado?
Ela estava aterrorizada com todas estas dúvidas. Desapertou o lenço vermelho do pescoço, arrumou-o na carteira. Lá ao longe viu-o chegar, de cachecol vermelho. Não quis saber quem era. Pagou e foi-se embora.
terça-feira, setembro 22, 2009
Para que servem os homens?
Procuro razões para a existência de homens na terra. Aguardo as vossas respostas que irei acrescentando. Num próximo post tentarei analisar tudo isto.
- Para se reproduzirem
- Para transmitir valores
- Para mostrar às mulheres o quanto elas são importantes
- Para mudar as lâmpadas
- Para ficar em casa com os filhos enquanto a mulher vai para a borga
- Para abrir frascos de compota
- Para matar insectos nojentos
- Para se reproduzirem
- Para transmitir valores
- Para mostrar às mulheres o quanto elas são importantes
- Para mudar as lâmpadas
- Para ficar em casa com os filhos enquanto a mulher vai para a borga
- Para abrir frascos de compota
- Para matar insectos nojentos
quarta-feira, setembro 16, 2009
Não há vida sem ele
Nunca o larga, onde quer que vá leva-o sempre consigo. Ela já não passa sem ele. Aliás desde muito pequena que não vive sem ele. Ele é a sua mais fiel companhia. Nunca a abandonou, nos bons e nos maus momentos ele está lá. Espera por ela junto à cama, acompanha-a nas viagens, faz-lhe companhia quando toma café e desperta nela todo o tipo de emoções.
Um Livro, seja ele qual for, está e estará sempre presente na sua vida. O que seria dela sem um Livro. O poder das letras, o efeito que cada frase, cada parágrafo tem sobre ela é fascinante. Através das páginas ela já foi rainha, policia, animal, vampiro, já correu o mundo e até conheceu outros planetas. O poder do livro é esse mesmo: podemos ser quem quisermos, irmos onde quisermos.
Um Livro, seja ele qual for, está e estará sempre presente na sua vida. O que seria dela sem um Livro. O poder das letras, o efeito que cada frase, cada parágrafo tem sobre ela é fascinante. Através das páginas ela já foi rainha, policia, animal, vampiro, já correu o mundo e até conheceu outros planetas. O poder do livro é esse mesmo: podemos ser quem quisermos, irmos onde quisermos.
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