See me fly,
I'm proud to fly up high
Show you the best of mine
Till the end of time
Believe me
I can fly,I'm singing in the sky
Show you the best of mine
To heaven in the sky
"Proud of you"
terça-feira, maio 19, 2009
segunda-feira, maio 18, 2009
O Príncipe das orelhas de burro
Era um rei que vivia muito triste por não ter filhos e mandou chamar três fadas para que fizessem com que a rainha lhe desse um filho. As fadas prometeram-lhe que os seus desejos seriam satisfeitos e que elas viriam assistir ao nascimento do príncipe. Ao fim de nove meses deu a rainha à luz um filho e as três fadas fadaram o menino. A primeira fada disse:
- Eu te fado para que sejas o príncipe mais formoso do mundo.
A segunda fada disse:
- Eu te fado para que sejas muito virtuoso e entendido.
A terceira fada disse:
- Eu te fado para que te nasçam umas orelhas de burro.
Foram-se as três fadas e logo apareceram ao príncipe as orelhas de burro. O rei mandou sem demora fazer um barrete que o príncipe devia sempre usar para lhe cobrir as orelhas. Crescia o príncipe em formosura e ninguém na corte sabia que ele tivesse as tais orelhas de burro. Chegou a idade em que ele tinha de fazer a barba, e então o rei mandou chamar o seu barbeiro e disse-lhe:
- Farás a barba ao príncipe, mas se disseres que ele tem orelhas de burro morrerás.
Andava o barbeiro com grandes desejos de contar o que vira, mas, com receio de que o rei o mandasse matar, calava consigo. Um dia foi-se confessar e disse ao padre:
- Eu tenho um segredo que me mandaram guardar, mas se eu não o digo a alguém morro, e se o disser o rei manda-me matar; diga, padre, o que eu hei-de fazer.
Responde-lhe o padre que fosse a um vale, que fizesse uma cova na terra e que dissesse o segredo tantas vezes até ficar aliviado desse peso, e que depois tapasse a cova com terra. O barbeiro assim fez; e, depois de ter tapado a cova, voltou para casa muito descansado.
Passado algum tempo nasceu um canavial onde o barbeiro tinha feito a cova. Os pastores quando ali passavam com os seus rebanhos cortavam canas para fazer gaitas, mas quando tocavam nelas saíam umas vozes que diziam:
- O Príncipe tem orelhas de burro.
Começou a espalhar-se esta notícia por toda a cidade e o rei mandou vir à sua presença um dos pastores para que tocasse na gaita; e saíam sempre as mesmas vozes que diziam:
- O Príncipe tem orelhas de burro.
O próprio rei também tocou e sempre ouvia as mesmas vozes. Então o rei mandou chamar as fadas e pediu-lhes que tirassem as orelhas de burro ao príncipe. Então elas mandaram reunir a corte toda e ordenaram ao príncipe que tirasse o barrete; mas qual não foi o contentamento do rei, da rainha e do príncipe ao ver que já lá não estavam as tais orelhas de burro! Desde esse dia as gaitas que os pastores faziam das canas do tal canavial deixaram de dizer:
- O Príncipe tem orelhas de burro.
E pronto, acabou a famoso história do Príncipe com Orelhas de Burro.
- Eu te fado para que sejas o príncipe mais formoso do mundo.
A segunda fada disse:
- Eu te fado para que sejas muito virtuoso e entendido.
A terceira fada disse:
- Eu te fado para que te nasçam umas orelhas de burro.
Foram-se as três fadas e logo apareceram ao príncipe as orelhas de burro. O rei mandou sem demora fazer um barrete que o príncipe devia sempre usar para lhe cobrir as orelhas. Crescia o príncipe em formosura e ninguém na corte sabia que ele tivesse as tais orelhas de burro. Chegou a idade em que ele tinha de fazer a barba, e então o rei mandou chamar o seu barbeiro e disse-lhe:
- Farás a barba ao príncipe, mas se disseres que ele tem orelhas de burro morrerás.
Andava o barbeiro com grandes desejos de contar o que vira, mas, com receio de que o rei o mandasse matar, calava consigo. Um dia foi-se confessar e disse ao padre:
- Eu tenho um segredo que me mandaram guardar, mas se eu não o digo a alguém morro, e se o disser o rei manda-me matar; diga, padre, o que eu hei-de fazer.
Responde-lhe o padre que fosse a um vale, que fizesse uma cova na terra e que dissesse o segredo tantas vezes até ficar aliviado desse peso, e que depois tapasse a cova com terra. O barbeiro assim fez; e, depois de ter tapado a cova, voltou para casa muito descansado.
Passado algum tempo nasceu um canavial onde o barbeiro tinha feito a cova. Os pastores quando ali passavam com os seus rebanhos cortavam canas para fazer gaitas, mas quando tocavam nelas saíam umas vozes que diziam:
- O Príncipe tem orelhas de burro.
Começou a espalhar-se esta notícia por toda a cidade e o rei mandou vir à sua presença um dos pastores para que tocasse na gaita; e saíam sempre as mesmas vozes que diziam:
- O Príncipe tem orelhas de burro.
O próprio rei também tocou e sempre ouvia as mesmas vozes. Então o rei mandou chamar as fadas e pediu-lhes que tirassem as orelhas de burro ao príncipe. Então elas mandaram reunir a corte toda e ordenaram ao príncipe que tirasse o barrete; mas qual não foi o contentamento do rei, da rainha e do príncipe ao ver que já lá não estavam as tais orelhas de burro! Desde esse dia as gaitas que os pastores faziam das canas do tal canavial deixaram de dizer:
- O Príncipe tem orelhas de burro.
E pronto, acabou a famoso história do Príncipe com Orelhas de Burro.
quarta-feira, maio 13, 2009
Escrever em branco
Sentou-se confortavelmente na cadeira, pegou numa folha de papel branco e numa caneta. Fechou os olhos e esperou. Esperou que o silencio daquela velha casa lhe trouxesse alguma inspiração. Abriu um olho, depois o outro e achou ridicula a figura que estaria a fazer. Manteve os olhos abertos, porém nenhuma ideia lhe surgia.
Passou com a caneta pela virgem brancura do papel, um risco azul sobressaia na outrora imaculada folha.
- Nada... não me apetece escrever nada, pensou ela.
Traída pela sua inspiração, ou antes pela falta dela, deixou-se levar pelo cansaço. Poisou a cabeça nos braços, inspirou e adormeceu.
Passou com a caneta pela virgem brancura do papel, um risco azul sobressaia na outrora imaculada folha.
- Nada... não me apetece escrever nada, pensou ela.
Traída pela sua inspiração, ou antes pela falta dela, deixou-se levar pelo cansaço. Poisou a cabeça nos braços, inspirou e adormeceu.
terça-feira, maio 12, 2009
Eu dou...
... alegria a quem está triste.
... atenção a quem está só.
... carinho a quem mo pedir.
... uma dose de boa disposição quando for preciso.
... eu dou e voltarei a dar, sempre que me pedirem, uma mãozinha para se levantarem.
E sei que quando eu precisar, como já precisei, terei sempre alguém para me dar a mão.
"Se alguém está tão cansado que não te possa dar um sorriso, deixa-lhe o teu" (Provérbio chinês)
... atenção a quem está só.
... carinho a quem mo pedir.
... uma dose de boa disposição quando for preciso.
... eu dou e voltarei a dar, sempre que me pedirem, uma mãozinha para se levantarem.
E sei que quando eu precisar, como já precisei, terei sempre alguém para me dar a mão.
"Se alguém está tão cansado que não te possa dar um sorriso, deixa-lhe o teu" (Provérbio chinês)
segunda-feira, maio 11, 2009
A casa
A casa tinha o cheiro de abandono. O pó cobria os pouco móveis dispostos de forma desarrumada pelas várias divisões. A escuridão dominava o espaço vazio.
À medida que ela abria as portadas, a casa despertava. As janelas abertas deixavam entrar o vento que trazia com ele o cheiro a mar. As camas, cobertas com velhas mantas, esperavam por quem lhes desse uso.
Durante dois dias, a casa ganhou vida. Ao cheiro de abandono misturou-se o cheiro a comida, a perfume, a mar. Durante dois dias, o silencio deu lugar a risos, a conversas, a música. Durante dois dias ela foi ainda mais feliz.
Até que as janelas se voltaram a fechar, a escuridão voltou a dominar o espaço e o silêncio fez-se ouvir. A casa voltou a adormecer e ela prometeu voltar a despertá-la.
À medida que ela abria as portadas, a casa despertava. As janelas abertas deixavam entrar o vento que trazia com ele o cheiro a mar. As camas, cobertas com velhas mantas, esperavam por quem lhes desse uso.
Durante dois dias, a casa ganhou vida. Ao cheiro de abandono misturou-se o cheiro a comida, a perfume, a mar. Durante dois dias, o silencio deu lugar a risos, a conversas, a música. Durante dois dias ela foi ainda mais feliz.
Até que as janelas se voltaram a fechar, a escuridão voltou a dominar o espaço e o silêncio fez-se ouvir. A casa voltou a adormecer e ela prometeu voltar a despertá-la.
sexta-feira, maio 08, 2009
O Calor
Já faz alguns anos que ela deixou para trás o país frio que a viu nascer. Um país onde as montanhas disputam o lugar mais perto do céu, um país onde o verde quase se sobrepõe ao cinzento das cidades, um país que ela nunca esquecerá!
Apesar de vir do frio, o que ela mais aprecia é o calor, qualquer tipo de calor. O calor do sol a bater na pele, o calor do aquecedor nos dias de inverno, o calor da lareira que ela não dispensa, principalmente pela companhia que lhe faz.
Mas há um calor de que ás vezes, e só ás vezes, eu diria até muito poucas vezes lhe faz falta. É o calor humano.
Apesar de serem poucas as vezes que ela sente esta falta, quando esta ausencia lhe chega... bate-lhe com uma força incrivel. É nessas alturas que ela se lembra de como é bom ter alguém capaz de, para além de lhe aquecer a cama, poder aquecer-lhe a alma e o coração.
É ela uma "viciada" no calor. Que contradição... nasceu no país do frio.
Apesar de vir do frio, o que ela mais aprecia é o calor, qualquer tipo de calor. O calor do sol a bater na pele, o calor do aquecedor nos dias de inverno, o calor da lareira que ela não dispensa, principalmente pela companhia que lhe faz.
Mas há um calor de que ás vezes, e só ás vezes, eu diria até muito poucas vezes lhe faz falta. É o calor humano.
Apesar de serem poucas as vezes que ela sente esta falta, quando esta ausencia lhe chega... bate-lhe com uma força incrivel. É nessas alturas que ela se lembra de como é bom ter alguém capaz de, para além de lhe aquecer a cama, poder aquecer-lhe a alma e o coração.
É ela uma "viciada" no calor. Que contradição... nasceu no país do frio.
quinta-feira, maio 07, 2009
Pedra fria
Tenta sempre arranjar companhia para sair, não gosta de estar sozinha. Gosta de companhia de momentos, gosta que lhe liguem, que a convidem para qualquer tipo de actividade. A única coisa que ela defende, é o seu espaço. Gosta de fazer o que quer quando quer e não se deixa levar por falinhas mansas. Não suporta lamechices.
Há quem diga que ela é má, há quem diga que ela é fria. Mas o que é certo, é que ainda não apareceu quem conseguisse derreter o seu coração de pedra. Enquanto esse dia e essa pessoa não chegarem, ela vai continuar assim... a zelar pelo seu espaço, o bem mais valioso que ela possui!
Há quem diga que ela é má, há quem diga que ela é fria. Mas o que é certo, é que ainda não apareceu quem conseguisse derreter o seu coração de pedra. Enquanto esse dia e essa pessoa não chegarem, ela vai continuar assim... a zelar pelo seu espaço, o bem mais valioso que ela possui!
quarta-feira, abril 29, 2009
segunda-feira, abril 27, 2009
A Abóbora e a Bolota
Houve noutro tempo um homem, que passando junto de uma planta rasteira com tão grandes abóboras e vendo uma azinheira formidável comum fruto tão pequeno, se sentou à sombra desta árvore e se pôs a criticar a obra de Deus.
- Se fosse eu - dizia ele - daria a uma azinheira o fruto do tamanho de uma abóbora e à aboboreira o fruto do feitio de uma bolota e de igual tamanho desta. Já se vê que Deus nem tudo fez bem feito.
Cansado da jornada deixou-se adormecer.
Mais tarde acordou o homem no momento em que lhe caía na testa uma bolota. Então ergueu-se à pressa e exclamou:
- Agora já vejo quanto foram errados os meus juízos! Se fosse uma abóbora o fruto desta árvore onde teria eu a cabeça a estas horas! Teria ficado esmigalhado debaixo de tão grande fruto. Nada, nada: tudo o que Deus fez foi muito bem feito.
Ataíde Oliveira, "Contos Tradicionais Portugueses" (adaptado)
- Se fosse eu - dizia ele - daria a uma azinheira o fruto do tamanho de uma abóbora e à aboboreira o fruto do feitio de uma bolota e de igual tamanho desta. Já se vê que Deus nem tudo fez bem feito.
Cansado da jornada deixou-se adormecer.
Mais tarde acordou o homem no momento em que lhe caía na testa uma bolota. Então ergueu-se à pressa e exclamou:
- Agora já vejo quanto foram errados os meus juízos! Se fosse uma abóbora o fruto desta árvore onde teria eu a cabeça a estas horas! Teria ficado esmigalhado debaixo de tão grande fruto. Nada, nada: tudo o que Deus fez foi muito bem feito.
Ataíde Oliveira, "Contos Tradicionais Portugueses" (adaptado)
terça-feira, abril 21, 2009
Pergunta do dia
Porque é que as rosas não são todas rosas?
Há rosas vermelhas, amarelas, brancas e rosas.
Porque é que cor de rosa é rosa e não amarelo, branco ou vermelho?
Porque é que cor de rosa há-de ser sempre associado a meninas e não a meninos?
Há rosas vermelhas, amarelas, brancas e rosas.
Porque é que cor de rosa é rosa e não amarelo, branco ou vermelho?
Porque é que cor de rosa há-de ser sempre associado a meninas e não a meninos?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
